Brazil National Tourism Mart (BNTM), 21 a 24 de marão
Criação de novos vôos charter e regulares para a região foi a principal discussão da BNTM
Foram tantos os vôos charter negociados e fechados durante a 16ª edição da Brazil National Tourism Mart (BNTM), que talvez sejam eles o melhor indicador do sucesso da feira. Além de serem um sinal inequívoco de que este será um ano pródigo em circulação de turistas estrangeiros, especialmente europeus, no Nordeste. Entre cartões trocados e martelos batidos, pelo menos cinco vôos charter estiveram na pauta do executivos do trade nacional e das operadoras estrangeiras.
Mas fechado mesmo, só um: o charter entre Porto (Portugal) e Recife, custeado pela operadora Costas Galicia, um dos sócios do Miramar Maragogi Resort.
Pelo menos a princípio, estão confirmados 12 vôos, sempre às segundas, com capacidade para 234 passageiros, a partir do dia 30 de julho. Além do Recife, Alagoas também deverá receber parte desse fluxo de visitantes, porque o Miramar será, obviamente, um dos equipamentos hoteleiros oferecidos.
Também graças a articulações durante a feira, o resort receberá visitantes não só de Portugal. Uma parceria com a operadora ILG garantiu o fechamento de 129 quartos a partir de novembro, durante três anos. A previsão é que o destino seja vendido a turistas italianos, alemães, holandeses, russos, poloneses e húngaros.
Mais que oferecer o destino, a ILG pretende fazer o deslocamento desses e de muitos outros visitantes para o Nordeste. Isso porque a operadora é protagonista das discussões em torno de nada menos que quatro dos cinco charteres de que o trade tratou na BNTM. E antes dela também. Dando continuidade a negociações que começaram nas feiras BIT de Milão, em fevereiro, e ITB de Berlim, no começo de marão, a ILG anunciou a vinda do operador Exim para a viabilização de um novo charter para Pernambuco. Em princípio, o vôo seria direto e ligaria as cidades de Varsávia (Polónia) e Recife, com 272 ou 296 lugares, a depender da aeronave.
Luigi Franceschi, presidente da ILG Brasil, diz que a operação já está definida e que Recife funcionará como um gateway para o Brasil. Partindo da cidade, vários tipos de produtos poder�o ser oferecidos, como roteiros de praia (Porto de Galinhas e Maragogi) e roteiros temáticos (Pipa, no Rio Grande do Norte, Fernando de Noronha), além de fazendas em Alagoas e na Paraíba.
A previsão é que o vôo comece a operar em outubro e dure seis meses, podendo chegar a 10 meses, a depender do desempenho. Neste primeiro ano, segundo Franceschi, seria um vôo semanal de outubro a maio, mas, no segundo ano de operação já podem ser três vôos de julho a maio. A ILG também estuda implantar vôos charter que liguem o Recife a Holanda, Inglaterra, República Checa e Hungria, para 2008. O presidente da ILG Brasil também aposta no potencial de mercados como a Alemanha e a França para rotas diretas com o Nordeste.
Já a Prefeitura do Recife aposta na Espanha. Durante a BNTM, os executivos da administração municipal retomaram as negociações com a operadora Iberojet para iniciar, também a partir de julho, um charter de Madri para o Recife.